Este item faz parte de nosso cotidiano, em todos os cenários por onde circulamos. Os livros não ficam de fora desta rotina. Limpeza e higienização são mandatórios, principalmente quando os mesmos são para uso coletivo (bibliotecas).

Para a limpeza dos mesmos, nos utilizamos de ferramental, produtos e material de apoio (sopradores, exaustores, lupas, EPI*, e etc.).

Geralmente os livros são limpos com uma periocidade determinada, pela observação do ambiente, circulação de pessoas e o volume do acervo. Seguindo uma sequência de procedimentos operacionais, dá-se a limpeza dos livros. Estes procedimentos são definidos pelo operador da limpeza, após observação visual e tátil da obra. Temos por costume afirmar que: - “A obra fala com seu cuidador.” 

Em se tratando de um acervo que se encontre em estado de infestação, isto é, tenha sido registrada a presença de predadores (presença de micróbios e ou pragas que atacam o papel), esta limpeza é feita após levantamento das condições ambientais,  no sentido de se isolar os casos e tratá-los e, deve ter uma periodicidade mais curta, até que se verifique a completa equalização das boas condições de acomodação dos livros.

Para a atividade de limpeza dos livros, em geral, utilizamos:  trinchas diversas, broxas, bastonetes de algodão, espátulas, pano seco macio (fraldas), folhas absorventes (mata borrão), e, em alguns casos específicos, aspiradores e sopradores de partículas. Também utilizamos soluções aquosas, em alguns casos.

A operação é feita folha-a-folha, o que possibilita a observação do livro como um todo, registrando-se todas as suas necessidades (pequenos reparos, tratamentos especiais, etc.). Este movimento, também favorece a oxigenação das folhas (a aeração). 

Com os dados registrados, trabalha-se com segurança na manutenção da obra observada.
Limpeza visa a conservação, a proteção da informação (o conteúdo), e a prolongação da vida do livro. Os registros feitos são importantes para consultas futuras.

*EPI – Equipamento de Proteção Individual